Alerta vermelho: Começou a 1ª Guerra Digital Planetária. Bancos são o primeiro alvo.

Sem falar em sanções secundárias mas desagradáveis e onerosas, como a suspensão de fornecimento de bens e serviços e até suspensão de anúncios nas redes sociais

Alerta vermelho: Começou a 1ª Guerra Digital Planetária. Bancos são o primeiro alvo.

O presidente da Russia, Vladimir Putin, não poderia ser mais claro ao dizer, ontem, que considera as restrições econômicas impostas ao seu País uma declaração de guerra.


Ora, desde que a Ucrânia foi invadida pela Rússia, no último dia 24 de fevereiro, que sanções econômicas pesadas foram aplicadas ao sistema financeiro russo pelos Estados Unidos, União Europeia e Japão. Bens pessoais, inclusive do próprio Putin, de ministros e magnatas russos, estão congelados mundo afora. Cerca de metade das reservas financeiras do Banco Central da Rússia estão congeladas. E mais: os bancos russos foram excluídos da rede de pagamentos internacional Swift. Ou seja: nenhum cliente pode transferir um rublo sequer para ajudar a mãe doente ou manter o filho na escola em outro país.


Sem falar em sanções secundárias mas desagradáveis e onerosas, como a suspensão de fornecimento de bens e serviços e até suspensão de anúncios nas redes sociais.



GUERRA EM CURSO

Antes mesmo da frase bombástica de ontem, a vingança de Putin já começou. Na forma de cyber ataques ao ponto mais sensível da economia, a rede bancária. Foram alvo instituições financeiras mundiais, incluindo brasileiras. Os bancos estão em pânico mas fazem o possível para fingir que nada de mais está acontecendo.



GUERRA É GUERRA

A guerra virtual, portanto está em curso e todos os indicadores são de que tende a se agravar.
Antes mesmo da invasão da Ucrânia, órgãos reguladores da Europa e dos EUA avisaram aos bancos para se preparar para os cyber ataques.
Esta semana no Brasil, todos os grandes bancos foram atacados.
Embora não admitam oficialmente, pois precisam passar aos clientes uma sensação de segurança, estão à beira de um ataque de nervos.



NÃO HÁ AMEAÇA REAL

Especialistas ouvidos por O PODER afirmam que os rackers russos não têm alcance para atingir os ativos depositados nos bancos. Ou seja, aquela cena do dinheiro sumindo das contas num toque de computador, até onde se sabe, é coisa de filme de espionagem. No mundo real, a capacidade dos piratas digitais é de causar transtornos, como os verificados esta semana. Os clientes não correm risco de perder o seu dinheiro. Porém, como todo mundo sabe, o sistema bancário mais poderoso não está imune a boatos. Uma onda de fake news, combinada com transtornos para acessar e movimentar os recursos, informações erradas de saldos e outros problemas que aconteceram esta semana, têm potencial para provocar uma insegurança generalizada. E nenhum banco do mundo, nenhum mesmo, aguenta uma corrida de correntistas e investidores para sacar seus recursos na boca do caixa.


Caso ocorresse algo parecido, não sobraria pedra sobre pedra do sistema financeiro internacional.



O QUE JÁ OCORREU

Na quinta-feira o Itaú teve os seus aplicativos e internet banking indisponíveis, impedindo a realização de transações. Saldos apareceram incorretamente para os clientes.


Na sexta-feira o Nubank e o Banco do Brasil apresentaram instabilidade em seus aplicativos, deixando boa parte dos clientes sem o serviço.
Segundo fontes ligadas ao setor financeiro, Bradesco, Santander e Pag Seguro também apresentaram instabilidades que não chegaram a ser percebidas pelos clientes.


Os bancos americanos, ingleses e de outros países também sofreram ataques esta semana, em ações estratégicamente planejadas.



CARTAS NA MANGA

Isso é o que qualquer observador pode constatar. Porém o sistema financeiro internacional deve ter cartas na manga e não parece estar dando crédito aos rackers russos nem às ameaças de Putin.
Ontem mesmo, Visa e Mastercard anunciaram a suspensão dos serviços para bancos com bandeiras russas. Direito deles achar que Putin ladra mas não morde.



GUERRA EM DOBRO

É a primeira guerra que acontece de forma física (por enquanto limitada à Ucrânia) e digital. Esta não respeita fronteiras nem espaço aéreo. A tendência é os países investirem e reforçarem os seus exércitos em ambas as frentes.


Resta aos consórcios de imprensa da mídia convencional atualizar seus tradicionais quadros comparativos das forças em conflito. Normalmente, comparam tanques, aviões, forças navais e terrestre. Daqui para a frente, vão ter que adicionar comparativos de arsenais digitais, datacenters e tropas de hackers preparadas para o combate.

Fonte: Jornal O Poder